Olá professora! Esse bimestre, vou ler o livro 'Orgias', de Luis Fernando Veríssimo, livro que possui 34 crônicas escritas durante toda a carreira do autor.
Por enquanto, li as 7 primeiras crônicas. Na primeira, que leva o nome do livro, o autor procura passar ao leitor a idéia de o que é uma orgia a partir do antigo conceito que os romanos tinham da palavra. Logo na primeira frase, o leitor já entende o significado da palavra: 'A idéia que se tem das antigas orgias romanas é a do completo abandono aos instintos, um vale-tudo regido pela espontaneidade e só limitado pela saciedade, ou pela imaginação lúbrica de cada um'.
A segunda crônica (As festas) relata as 'promessas' feitas nas festas de Natal e Ano Novo, onde as pessoas falam que se tornarão melhores, mudaram suas atitudes, seus conceitos e seus costumes, porém em pouco tempo retornam à antiga vida que tinham durante todo o ano que passara. Ainda tratando-se de mudanças de vida, a terceira crônica (Alma, vendo) fala a respeito de um homem que procura o Diabo para vender-lhe sua alma. Primeiro, ele tenta fazer 'diabruras', acreditando que facilitaria seu encontro com o Diabo: sem sucesso, já que pensou que sua alma iria 'perder valor'. Assim, passou para o 'outro lado', apenas com boas atitudes. De nada adiantou. Depois, procurou pessoas que, de acordo com sua opinião, venderam a alma ao Diabo para conseguirem fama e sucesso, porém nenhuma delas lhe ajudou a realizar o encontro. Após isso, pensou em botar anúncios em jornais, como 'Alma, vendo ou troco por sucesso, prestígio, poder. Garantia de entrega na minha morte. Não está hipotecada. Tratar com...' e 'Se você tem milhões de anos de idade, cabelo engomado e cascos nos pés, isto talvez leh interesse...', porém desistiu, já que não sabia quais jornais o Diabo costumava ler. Sobrou a sensação de que o Diabo já esteve próximo, porém a chance não foi aproveitada (retratando aqui as chances que muitos desperdiçam dia-a-dia e depois se arrependem do que fizeram).
A crônica seguinte é 'Gencianáceas', onde é falado que coisas naturais hoje são substituídas por pílulas conseguidas através da química, como o viagra (o autor relata que, para aumentar o apetite 'sexual' das pessoas, antigamente eram feitas receitas culinárias para conseguir atrair um parceiro). A quinta crônica (Tocão) fala da relação patrão x empregado, onde o chefe de uma empresa procura convencer uma funcionária a deixar palavras como 'doutor' e 'dona' fora do vocabulário da empresa e que os mesmo passem a se chamar por apelidos, porém ao final da crônica o próprio patrão volta a chamar uma duncionária de 'dona'. A sexta crônica, Barricada, axei meio (bastante) confusa e sem sentido, pois não consegui entender nada a respeito dela. Já a última das 07 crônicas que eu li, chamada de 'Categoria originalidade', conta um bate-papo entre mãe e filho, onde a mãe coloca diversos equipamentos na fantasia do filho, para que este possa ganhar o concurso de fantasias, e no final da história o garoto fica 'travado' pela quantidade de objetos e não consegue nem sair do lugar.
Semana que vem posto mais alguma crônicas aqui ;D
domingo, 30 de maio de 2010
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