Falcão falou de seu passado. Possui esposa e um filho. Sua esposa enfrentou a família e a sociedade, para casar-se com um filósofo pobre. Ela se chamava Débora e seu filho Lucas. Ela era uma mulher bonita, mas estava frágil. Tinha de criar Lucas e seu marido estava com problemas mentais. Seu pai odiava Falcão, ele era muito pouco para sua filha e o por isso o tratava mal. Falcão sempre ia a psiquiatras e o último cortejou sua mulher. O médico aproveitou da fragilidade de Débora e a convenceu que um divórcio seria a melhor opção para ela e Falcão.
Falcão descobriu várias cartas secretas do psiquiatra para Débora, e mesmo sobre o efeito dos diversos remédios, sentiu-se triste, mas não conseguia chorar. Seu filho o defendia na escola, quando Falcão tinha as alucinações na frente de todos. Seu pai era um herói. Em todos os momentos que estava sã o filósofo, aproveitava para brincar com Lucas. Mas as alucinações foram piorando, e após o divórcio, foram colocadas restrições pelo juiz, para que Falcão visitasse seu filho.
Não se pode fazer mais nada quando Dr.Pedro – o pai de Débora mostrou a carta de um médico de que ele era um perigo a Lucas, que as únicas chances que seu filho não tivesse problemas mentais era que não visse Falcão. Assim não teria influência.
Falcão começou a viver nas ruas, suas alucinações eram apenas dele, ninguém interferia, não tomava mais remédios. Ele os prendia. Poeta o ajudou, falou que se desse o artifício da dúvida as suas alucinações tudo pararia com o tempo. Após um ano, foi possível, Falcão começou a perguntar em seu interior se os seus personagens eram verdadeiros.
Um dia Marco Pólo, levou Falcão a sua faculdade para que mostrasse aos alunos e ao seu professor que todos tinham uma história. Após um momento de silêncio e deboche por parte de muitos alunos, Falcão começou a falar sobre a Filosofia, deixando todos perplexos. Reconheceu vários cadáveres, e no momento em que falou da vida de Poeta da Vida. Dr.George começou a ter esparmos e fazer gestos estranhos. Ele havia reconhecido a história e o cadáver. Simplesmente apontou a um quadro na parede. Poeta da Vida era o ilustre Dr.Ulisses, um médico/cientista renomado que havia sumido após um acidente de carro. Todos ficaram perplexos e a opinião de cada um naquele dia foi mudada.
Marco Pólo insistia a Falcão para tirá-lo das ruas, pois ele se preocupava com o amigo mendigo. Ele vivia no relento, alimentava-se mal, dormia mal e com o passar do tempo começou a se queixar de dores no peito. Com muita esperança e argumentos sobre a sociedade que vivemos, porque Falcão dizia ser de outra, mas marco deixou claro que não existia duas sociedades. Era apenas uma e Falcão estava sendo egoísta de se isolar, de não deixar que as pessoas tivessem conhecimento de suas filosofias. E que ele deveria reviver o passado e ir à busca de seu filho.
Marco Pólo o levou até seu apartamento no final de semana, para que combinassem como iriam até a cidade natal de Falcão para reencontrar seu filho e sua ex-esposa.
Após ver na TV sobre a fome na áfrica e como o repórter não demonstrava emoções, fugiu, perguntou a todos como poderiam viver naquele mundo. As pessoas estavam acostumadas a ver aquilo na TV e não demonstravam mais emoções.
No dia seguinte, ambos foram até a pequena cidade. Falcão revelou que seu nome era Sócrates, e foi devido a seu nome que decidiu ser filósofo. Reconheceu uma antiga lanchonete italiana, e reencontrou amigos. Seu amigo Toni, dono da lanchonete, contou-lhe que seu filho Lucas havia o procurado várias vezes e que hoje era sociólogo e pró-reitor da universidade onde Falcão dava aula. O procuraram e ele estava dando um tipo de aula, para antigos colegas de Falcão e pessoas interessadas (alunos novos, doutores, enfim). Após o tempo dado para a platéia ir ao microfone falar, Falcão foi falou seu belo discurso da dúvida. E falou ao seu filho tudo que desejava. Lucas o reconheceu de imediato. O levou até sua casa, ele era casado e tinha uma filha. Sua ex-mulher foi visitá-lo e ambos ficaram emocionados.
Decidiram caminhar, para repensar. Falcão voltou a seu emprego e Marco Pólo foi para sua cidade pensando em tudo que seu amigo tinha lhe dito.
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