Olá professora! Nessa minha postagem vou comentar sobre mais algumas das crônicas do livro 'Orgias', de Luis Fernando Verissimo.
A 12ª crônica do livro leva o título de 'Exercícios para o verão'. Nela, comenta-se sobre 'um novo método de condicionamento físico desenvolvido pelo Dr. Beer Belly', especialmente para todas as epssoas que detestam realizar exercícios no verão. São quatro exercícios, que podem ser repetidos à vontade desde que sente-se diante de uma mesa de bar: Chamar o garçom, erguendo o braço e levantando o dedo indicador, e pedir um chope, levar o braço num movimento horizontal e com o dedão levantado a 90º em relação aos dedos até o copo, segurar o copo e levar o antebraço até perto de sua boca e, finalmente, girar o pulso em até 82º e preparar os lábios para beber o chope. Depois de beber, repita, na ordem, os movimentos 4, 3 e 2, estale os lábios e solte um "aaahhhh...".
A crônica seguinte é "Este ano vai ser diferente!". Nela, o autor cita que a cada ano podemos fazer o que não fizemos, esquecer as coisas erradas que fizemos e ajustar algumas outras que fizemos parcialmente erradas. Verissimo fala das coisas que prometeu mudar de 2004 para 2005, como fazer regime (tentava, mas o máximo que conseguia era de segunda até o almoço de terça), Fazer mais exercícios para não virar sedentário (se sentia ótimo, desconsiderando distenções musculares, hematomas, ombro deslocado e torcicolo), ser um cidadão politicamente mais ativo (tentou, porém, após nunca obter nenhum resultado prático, revoltou-se contra o Correio e mordeu o carteiro), começar a fumar (para poder contar durante as conversas como foi difícil para ele parar de fumar), praticar boas ações (desistiu depois que a velhinha que ele ajudou a atravessar a rua lhe roubou) e cortar toda bebida alcoólica (conseguiu apenas molhar a faca).
'Remorso' é uma crônica curta, em que é falado que a segunda-feira é o dia internacional do remorso. Nela, duas pessoas conversam sobre o que passaram juntas, da sexta-feira até o domingo, sendo que uma se desculpava e contava todos os pecados, e a outra falava não se importar e agradecia pelo tempo que passaram juntos.
Na crônica seguinte, "Um baile em algum lugar", é contada a história de uma porção de amigos que decidem sair do apartamento de um deles para uma festa de carnaval. O detalhe é que ninguém sabia como estavam no apartamento, o telefone, mesmo quebrado, estava sendo usado por um italiano que ninguém conhecia, e no carro cabiam apenas cinco pessoas, sendo que eram 10 no apartamento. Valdir, um dos amigos e com mania de organização, tenta arrumar o pessoal todo, sem sucesso. Enquanto isso, são estabelecidas prioridades para quem vai, e, no final das contas acaba sobrando apenas uma vaga para ser disputada entre cinco amigos, já que Valdir desistiu de organizar o pessoal. Após muito bate-boca, Bê, uma das que iam para a festa, desiste do passeio, descobrem que o italiano não era amigo de ninguém, o expulsam de lá e uma terceira vaga é aberta e, após muita discussão, decidem ficar no apartamento vendo a festa pela televisão, que descobrem estar quebrada.
'Dia da Confraternização' é exibida na forma de comunicado, da gerência executiva aos demais funcionários, sobre o tal Dia da Confraternização da empresa, onde todos os funcionários se reuniram num local para jogar futebol, comer churrasco, participar de sorteios, etc, contando também com a participação de mulheres e filhos dos trabalhadores. No torneio de futebol, os times foram feitos de acordo com o setor dos trabalhadores na empresa, tendo como árbitro (nos primeiros jogos) o assessor do departamento jurídico da empresa, que, foi muito contestado pelos jogadores após apitar a primeira partida em que o time de Recursos Humanos derrotou o time da Manutenção e Oficinas, graças a um gol de pênalti. Já no último jogo, realizado às três da tarde, muitos funcionários partiram pra cima da churrasqueira, já que estavam com fome e o almoço não fora servido, e quem levou a pior foi o juíz, que ainda se encontrava hospitalizado. Antes, porém, de comer, o Diretor-Presidente resolveu discursar, mas após escutar vais, chingamento e receber um pão na testa, desistiu e o almoço começou. Durante o sorteio de brindes, a confusão foi total depois que, após o 1º sorteio, o sobrinho da mulher que estava como responsável pela brincadeira foi sorteado. Devido aos graves incidentes, a empresa promete tomar uma medida drástica: cancelar o próximo Dia da Confraternização.
17ª crônica do livro, 'Vidão' conta sobre Gilmar, que insistia em convidar mulheres para passear em seu barco sob a luz do luar. Marialva, mesmo escutando de vários colegasque não deveria ir, resolveu aceitar o convite. Então aprtiram os dois, juntos a Marcão (quem dirigia o barco e servia ostras e champanhe ao casal), para longe do cais. Estavam Gilmar e Marialva deitados, quando derrepente ele, que estava deitado com a cabeça sobre as coxas de Marialva, se levanta e vai em disparada até a beira do barco. Marcão vai atrás dele e o segura, enquanto vomitava. Gilmar, então, falou para retornarem, e na volta Marcão contou para Marialva que sempre acontecia isto, pois Gilmar acreditava que aquilo sim era ter um 'vidão'.
A crônica "Sexo sexo sexo" conta o relato de algumas pessoas sobre o sexo na vida delas. Merlusa Cavalcante, socialaite, diz que, quando jovem, suas fantasias sexuais era com atores famosos. Diva Gar, oceanógrafa, afirma que sua primeira transa foi num Volkswagen, porém após diversas posições doloridas, ela acidentalmente bateu a cabeça no pára-brisas e foi de ambulância com o marido para o hospital (para sua sorte, estavam sozinhos e na ambulância havia espaço suficiente para transarem, inclusive tinha até uma cama). Miro Masaferro, corretor, diz que, religiosamente, faz sexo três vezes por semana com a esposa, independentemente do lugar em que estão: terças e quintas das dez às dez e vinte, e aos sábados das onze às onze e quarenta, com um intervalo. Toca Tamborim, estilista, afirma que acha sexo "uma coisa muito natural que acontece entre seis ou sete pessoas com apetites normais, um pouco de creme chantilly e um desentupidor de pia". Dico Tomia, almoxafire e poeta, fala que sexo não pode ser uma coisa mecânica, acontecendo ebntre pessoas que se gostam, amam, respeitam ou se conhecem e não tem mais nada para fazer. Dani Ficada, maquiadora e estudante de comunicação, conta que ficou feliz em escutar a notícia de que um russo descobriu uma nova zona erógena, pois não aguentava sempre a mesma coisa. Beto Neira, mestre-de-obras, afirma que mulher pra ele não pode ficar parada durante o sexo. Dina Vio, dona de casa, afirma que trai seu marido, mas sempre com classe. Malcon Tado, tabelião e tenor, disse que "na cama vale tudo, menos legumes". Alma Naque, psicóloga, afirma que homem é como fruta: deve-se pegá-los quando estão maduros. Rudi Mentar, analista de sistemas, afirma: "decididamente, língua na orelha". Flora Medicinal, motorista, conta que gostava mais do antigo método de reprodução humana, quando tirava-se uma costela do homem por cesariana e sem anestesia e faziam outra pessoa. Constancia Nureto, advogada, diz que tem homem que acha que educação sexual significa bater antes de entrar. Xavier Nougart, dentista, diz que apenas o casamento é mais íntimo que o sexo. Mara Zul, nutricionista e vidente, fala que sexo apenas para reprodução é igual sair com carro só pra levar para a oficina. Mulam Bento, arquivista e masoquista, fala que o que estraga seu casamento com a esposa sádica é o ciúme de quando chega em casa com uma mancha vermelha na camisa e a mulher acha que é sangue: ele afirma que é batom e fica com medo de ela castigá-lo e não bater mais nele.
"Festa de criança" conta sobre os pais de Paulinho, aniversariante do dia, depois da festa de aniversário do filho. Os dois estão deitados no sofá e quase sem energias, reclamando das duas crianças ainda na festa: Angélica, com o vestido todo engomado e suja de chucolate, e Chico, que não parava de comer. O pai de Paulinho disse que festa boa é a de seu aniversário na qual ficam bebados civilizadamente. Após um tempo, quando ele estava indo tomar banho, chegam os pais das crianças, então ele os convidam para entrarem e pede para a mulher trazer cerveja, enquanto as crianças continuam brincando e comendo.
domingo, 27 de junho de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário