O livro o Pagador de Promessas de Dias Gomes, conta a história do nordestino Zé, mais conhecido como Zé-do-Burro, pois possui um grande amigo que lhe acompanha em todas as suas atividades cotidianas. Este amigo chama-se Nicolau e mesmo com alma de gente como diz Zé, ele é um Burro.
Em um dia de grande tempestade Nicolau foi ferido por um galho de árvore, que acabou caindo com o efeito do vento de raspão sobre sua cabeça. Quando Zé viu Nicolau ele estava sangrando muito, e então chamou um veterinário (que é chamado pelo Zé de doutor), que não conseguiu fazer com que o sangue estancasse. Então Zé se lembrou de que bosta de vaca poderia ajudar. Pegou um pouco de bosta no curral e colocou sobre o ferimento de seu amigo. Enfim, o sangue estancou, mas, Nicolau agora estava com muita febre. Zé procurou várias pessoas, que eram conhecidas por curar vários tipos de doenças, e ferimentos, porém nada adiantou.
Se vendo sem recursos, e até meio sem esperanças Zé decidiu ir até um candomblé de Maria Iansã, que é uma deusa responsável pelos raios e pelas trovoadas. Assim, ele acreditou que seria Iansã que havia ferido seu amigo, portanto deveria fazer uma promessa a ela para que o mesmo se recuperasse. Zé se lembrou que Iansã é conhecida como Santa Bárbara pela igreja católica, e então prometeu que se Nicolau ficasse bom ele carregaria uma cruz de madeira tão pesada quanto à de cristo, de sua roça até uma igreja de Santa Bárbara, no dia de sua festa.
Assim, o livro começa com a chegada de Zé-do-Burro acompanhado de sua esposa Rosa á igreja de Santa Bárbara. Eles haviam caminhado durante muitos dias por cerca de sessenta léguas. Quando chegaram era ainda 4:30, estavam exaustos os pés de Rosa estavam cheios de bolhas e o ombro de Zé em carne viva. Como ainda era muito cedo a igreja não estava aberta, então Zé decidiu ficar lá na frente da igreja até que ela abrisse.
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