Passaram vários dias depois daquela noite, Mariam estava atordoada. Em um dia quando limpava a casa, foi ao quarto de Rashid, o único cômodo da casa onde ela nunca havia entrado.
Ela sabia que não era certo, mas mesmo assim entrou, viu uma cômoda grande, com varias gavetas. Abriu a primeira gaveta e viu um maço de cigarros, pegou um cigarro e ficou se olhando no espelho e imaginando, sonhando em ser uma mulher livre, como as mulheres do centro de Cabul, ao lado do maço de cigarros viu uma arma, ficou com muito medo, pensando como seu marido poderia ter um objeto que só servia para tirar a vida de alguém, mas aquilo era só para segurança dela mesma. Abriu a segunda gaveta e viu revistas, varias revistas de mulheres nuas, como ele poderia fazer aquilo, ele sempre havia dito que “o rosto de uma mulher só interessa ao seu marido”, e como poderia fazer aquilo com ela, então se lembrou da traição de Jalil, então Mariam se entristeceu. Mariam olhou a ultima gaveta da cômoda, viu uma foto antiga, estavam, um menino, parecia ter de 4 a 6 anos, era o filho de Rashid, uma mulher muito bonita e Rashid, pareciam ser uma família muito feliz.
Foi então que Mariam pensou, Rashid era um homem que tinha uma família feliz e normal, ele tinha desejos de homem, ele também estava enfrentando problemas. Então pela primeira vez, se sentiu ligada ao marido.
Mariam e Rashid estavam muito felizes, pois Mariam estava grávida. Rashid queria que o filho fosse homem, falava o dia inteiro que queria um menino, que corresse pela casa, brincasse com os amigos. Por mais que feliz que Mariam estivesse com a gravidez. A expectativa de Rashid acabava sendo um peso para ela.
Rashid e Mariam foram a uma casa de banho turco, mariam estava com outras mulheres tomando seu banho, quando de repente sentiu uma dor, caiu no chão em meio a uma poça de sangue. Foram direto ao hospital, mas nada adiantou. O casal havia perdido o filho que tanto esperavam, Rashid estava furioso, enquanto Mariam só conseguia chorar.
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