domingo, 11 de julho de 2010

O Filho Eterno (Final)- Luara.

Depois de começarem a busca por algum tratamento que estimule as capacidades físicas e mentais de Felipe, os pais encontram um anuncio no jornal em que uma clinica divulgava um tratamento completo para crianças com síndrome de Down.
Eles então vão atrás desse tratamento. O pai começa a aceitar que seu filho é diferente dos outros, e que ele, mesmo com o tratamento nunca vai conseguir ter uma vida normal.
Como o pai não trabalhava, ele que era o encarregado de realizar essas atividades com Felipe, isso de certa maneira fez com que ele se apegasse mais ao filho. Dependendo da atividade que era feita, enquanto aguardava o menino concluir, ele escrevia os seus livros.
Depois de um ano eles se mudam para uma casa na periferia de Curitiba, Felipe até então tem dois anos e dois meses de idade, com essa idade que Felipe começa a andar, com passos firmes e atentos. Nessa época o pai para de realizar o tratamento, pois já está exausto de todos os dias essa mesma rotina para algo que demora mesas ou anos para seu filho fazer.
Durante esse tempo que vivem no sobradinho sua mulher engravida de novo, dessa vez é uma menina e que, felizmente, não apresenta nenhuma deficiência.
A permanência nessa casa não dura muito tempo, pois eles não dão conta de pagar o financiamento na casa e acabam tendo que devolve-la. Mudam-se e na mesma época ele passa em um concurso em Florianópolis para ser professor, para isso ele se muda pra lá e deixa a mulher com os filhos em Curitiba, só os vê aos fins de semana.
Tempos depois ele volta para Curitiba e sua vida começa a encontrar um ponto de estabilização. Ele começa a dar aulas em uma universidade federal, seu filho agora estuda em uma creche junto com a sua irmã e seu livro Trapo depois de seis anos escrito é editado em São Paulo e tem uma boa recepção critica.
Os desafios com o filho continuam, mais agora ele já esta mais “acostumado” e as pequenas vitórias de Felipe é motivo de alegria para toda a família. O livro relata um momento em que o pai descobre a dependência que ele tem do filho, mesmo assim ele se mostra ainda envergonhado por ter um filho deficiente. É quando Felipe desaparece, apesar dele estar desesperado pelas ruas a procura do filho ele reluta em perguntar para alguém se havia visto seu filho, pois ele não sabia como descrever a criança, além disso, mesmo Felipe não aparecendo ele não quer ligar para a policia pois tem vergonha de expor o filho. Depois de um tempo a criança é trazida por dois policiais que o encontraram brincando na universidade em que ele dava aula.
O tempo passa e Felipe já possui 20 anos, nesse momento o pai começa a relatar certas características do filho, como: o humor da criança; as falas e gestos copiados de desenhos animados, de visitas e dos pais; o gosto pelas pinturas e desenhos, entre outros.
No final do livro o pai fala sobre o desenvolvimento mental que o futebol e a internet trousse para o filho. Dentre as poucas palavras que Felipe sabe escrever o nome de seu time (atlético paranaense) faz parte, além disso, Felipe conhece e sabe mexer em muitos programas do computador, passa horas navegando na internet, jogando, desenhando.
E sua vida segue assim, depois de 20 anos a idéia de ter o filho morto não passa mais na sua cabeça como uma saída, seus livros alcançaram sucesso, ele tem um emprego estável, tem outra filha e, apesar de não falar no livro, da para perceber que o pai tem um grande orgulho de Felipe.

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