quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Mundo é Bárbaro, Luis Fernando Veríssimo - Fernando Luiz, IA08

3ª Postagem:

Conto Nº 45: Pós 11/09:


O conto é iniciado, com o autor citando que leu em 'algum lugar', que em Nova York, estão utilizando o termo 'dez de setembro' como adjetivo, significando antigo, ultrapassado. Como, por exemplo: "Que roupa mais 'dez de setembro'!" O dia 11 de Setembro (2001) teria mudado o mundo tão radicalmente que tudo o que veio antes - chamado como o 'day before', o último dia antes das torres serem derrubadas, virou perâmbulo. Como era o esperado, nenhuma normalidade foi tão afetada quanto o cotidiano de Nova York, que vive a psicose do que ainda pode acontecer. Os Estados Unidos descobriram um sentimento inédito de vulnerabilidade e reorganizaram suas prioridades para acomodá-lo, inclusive sacrificando alguns direitos dos seus cidadãos, sem falar no direito de cidadãos estrangeiros de não serem bombardeados por eles. Mas fatos inaugurais como o 11/09 também permitem às nações se repensarem no bom sentido, não como submissão à chantagem terrorista, mas para não perder a oportunidade do novo começo, um pouco como Deus fez depois do Dilúvio.
Nós também podemos aproveitar o recomeço e nos refazermos, nas medidas físicas do possível, para nos tornarmos melhores. No caso dos 'donos do mundo', não se devem esperar exames de consciência mais profundos ou atos de contrição mais espetaculares, mas o instinto de sobrevivência também é um caminho para a virtude.
A questão é: o que acabou em 11/09 foi prólogo, exatamente, de quê? Seja o que for, será diferente. Inclusive por uma questão de moda, já que ninguém vai querer ser chamado de 'dez de setembro' na rua.

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