Já são três horas da tarde e Zé continua no meio da praça junto com Rosa e sem comer. Aparece Minha Tia dando forças para Zé, dizendo para ele não desanimar. Coca (um novo personagem) parece conversando com Galego. Galego conta sua felicidade de ter o Zé ali na praça: “Por causa dele a freguesia aumentou e já fui até fotografado”. Em seguida, mostra a capa do jornal com a imagem do seu estabelecimento atrás de Zé.
O guarda se aproxima de Zé e mostra o jornal, que conta com a sua reportagem: “O novo Messias prega a revolução”. Zé fica indignado novamente, e interroga: “Que revolução?”. O guarda continua a ler a reportagem: “Sessenta léguas carregando uma cruz, pela reforma agrária e contra exploração do homem pelo homem. Para o vigário da paróquia de Santa Bárbara, é Satanás disfarçado. Quem será afinal Zé-do-Burro? Um místico ou um agitador? O povo o olha com admiração e respeito, pelos caminhos por onde passa com sua cruz, mas vigário expulsa-o do templo. No entanto, Zé-do-Burro está disposto a lutar até o fim”. Quando o Guarda termina de ler a reportagem, Zé completa sua indignação e realmente acha que o repórter é louco.
Em seguida parece Bonitão conversando com um policial secreta. Bonitão conta ao policial a história de Zé-do-Burro, porém de maneira destorcida é claro, ou seja, em outras palavras diz ao secreta para prender o Zé (assim, poderia ficar com a Rosa).
O secreta se destina a praça e começa a conversar com Zé. Logo chega o padre. Zé novamente pede ao padre permissão para entrar na igreja. O padre diz que esta zelando pela glória dele, não deixando-o entrar na igreja. Continua dizendo que passou o dia estudando seu caso , e então compreendeu a explicação de tudo, o burro de Zé na realidade é Satanás, pois só mesmo um Satanás podia levar alguém a ridicularizar o sacrifício de Jesus. Rosa intervém defendendo o marido, e busca explicar que Zé é um homem de bem.
Então, um Monsenhor se aproxima e todos pensam que ele veio para “puxar as orelhas” do padre. Porém, ele se aproxima de Zé e diz para ele que se ele for cristão de verdade, deve provar, abjurando sua promessa, reconhecendo que esta foi feita ao diabo, atirando sua cruz e se dirigindo sozinho para pedir perdão a Deus. Então Zé pergunta: “O senhor acha mesmo que eu deveria fazer isso?”. O Monsenhor responde dizendo que esta é a única maneira dele se salvar.
Zé então, explica ao Monsenhor que ele fez a promessa á Santa Bárbara, portanto ele não pode libertá-lo da promessa, e ainda prossegue quem irá garantir a ele que quando voltar para a sua roça não vai encontrar seu burro morto. O Monsenhor responde dizendo que nada mais pode fazer.
Zé então se desespera tentando explicar ao Monsenhor que ele não quer enganar ninguém, que não quer que ninguém o siga, ele quer apenas pagar uma promessa que fez a Santa Bárbara. Vendo que suas explicações novamente não eram compreendidas, Zé afirma que irá colocar a cruz dentro da igreja custe o que custar. E então, e aí que o padre entende tudo errado e exclama: “Eis a prova, um católico não ameaça invadir a casa de Deus! Guarda! Prenda este homem!”. Zé corre em direção à igreja, e então aparece o Sacristão e fecha a porta. Zé senta em um dos degraus, joga a cruz contra a porta e esconde o rosto entre as mãos.
Bonitão pergunta ao Secreta se ele não se convenceu ainda que deve prender Zé. O Secreta diz para Bonitão que espere um pouco. Rosa escutando a conversa se espanta ao descobrir que foi Bonitão que denunciou Zé. Bonitão explica que foi para o bem dos dois que ele teve esta atitude. Rosa fica com consciência pesada.
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