Apesar da dor, Liesel, com a ajuda de Rudy, estava novamente de pé e agora eles iam realizar a segunda parte da vingança do menino: roubar. Mas, não era qualquer roubo. Precisava ser alguma coisa especial. Liesel quis que dessa vez, ele a ajudasse em sua especialidade: roubar livros. Então, ambos se dirigiram à casa do prefeito e lá encontraram a janela de trás aberta; era a entrada perfeita para o roubo perfeito. Quando Liesel conseguiu entrar, foi diretamente para a biblioteca, mas nada lhe chamou mais a atenção do que um pequeno livro preto colocado encima da escrivaninha com uma mensagem direcionada para ela. A mensagem era de Ilsa, que agradecia a roubadora de livros por ter lhe mostrado como é de verdade a vida, como não podemos desistir por um fato que ocorreu há muito tempo atrás. Como agradecimento, a mulher do prefeito lhe presenteava aquele livro para que Liesel pudesse expressar os seus sentimentos e que, com o tempo, aprendesse a escrever um livro que fosse do tema que ela quisesse. Assim, ela não precisaria mais roubar nenhum livro! Esse presente, embora Liesel não soubesse, seria também a sua salvação em relação ao que estava por vir...
Após ter voltado para casa (e quase ter dado um beijo no Rudy) Liesel começa um novo hábito: se dirigir ao porão toda noite e escrever a históra da "menina que roubava livros"; seria a sua própria história contada para futuras gerações.
Uma noite, com Hans já de volta (após quase ter morrido em um acidente de carro, no qual, se não fosse a inveja de um colega de pelotão que roubara o seu assento, estaria morto) e tudo de volta à normalidade, os inimigos atacaram. Bombas cairam e não houve sirene que avisasse às pessoas para se esconderem. Todas as casas de Molching foram destruidas; a rua Himmel deixou de existir. A morte levara as almas de todas as pessoas da rua, entre elas um saudoso Hans, uma rabugenta Rosa, um sonhador Rudy e um cuspidor chamado Pffikuss. Todas exceto uma: a de uma criança de 14 anos, que segurava um pequeno livro preto na hora em que fora retirada dos escombros. Ao abrir os olhos, Liesel Meminger chamara pelo pai durante a noite inteira. Agora, ela estava sozinha.
Enquanto ela estava na delegacia, um casal apareceu e ao ver que a menina não tinha mais familia, decidiu levar a criança para fora da Alemanha, em direção à Australia. Ilsa Hermann agora tinha Liesel sob sua proteção e cuidaria para que ela tivesse uma educação decente e um futuro brilhante como sua filha.
Muitos anos mais tarde, já em sua velhice, Liesel é uma escritora consagrada. A sua luta por sobreviver a levara até aquele ponto e agora era ela quem estava de braços abertos para receber a morte.
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