Um ano se passara e a Rua Himmel vivia sob o regime do medo. Finalmente, a guerra alcançara as ruas da cidade e a cada momento que um bombardeio estava perto de ocorrer, uma sirene tocava, avisando a todas as pessoas para se refugiarem nos respectivos abrigos. Nesse período de um ano, dois fatos se destacaram da rotina: a saida do Lutador e a briga de Liesel com Ilsa.
Após o Partido Nazista ter passado pela casa da família Hubermann, Max começou a se perguntar porque ele tinha que fazer aquelas pessoas passarem por tudo aquilo, apenas para proteger uma alma sem nenhum futuro. Por isso, decidira cuidar de si mesmo por sua conta, não envolvendo mais ninguém. Aquilo foi uma surpresa para a família, principalmente para Liesel, que tinha um grande afeto por aquele homem: era com ele que ela dividia os seus sonhos, com quem conversava sobre o seu dia-a-dia, com quem pintava na parede páginas e páginas de livros e com quem lia e se sentia à vontade de fazer isso. No momento em que ele saisse da casa, seria como se uma parte de Liesel também fosse embora. E assim aconteceu. Porém, antes de ir, ele deixou com ela uma pequena lembrancinha: um livrinho que ele tinha escrito, onde descrevia como a sua vida tinha mudado graças a influência de Liesel. Agora, ele tinha que seguir em frente.
Com tudo isso acontecendo, Liesel precisava descarregar a sua raiva em alguém. E essa pessoa foi justamente a mulher do prefeito. Quando ela disse à menina que não eram mais necessários os serviços dela naquela casa (pois Liesel ainda levava roupa passada para lá), ela explodiu. Chamou a mulher de fraca, preguiçosa, de quem não se importa com mais ninguém além de si mesmo e saiu, destruindo qualquer ligação que tinha com Ilsa Hermann.
Agora, um ano depois, ela, junto a Hans, Rosa, Rudy e toda a rua Himmel, se encontrava sentada, lendo para os que se encontravam no abrigo, para tentar acalmar o clima. E funcionava: os livros e Liesel nasceram para estar juntos.
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