segunda-feira, 5 de julho de 2010

O MENINO DO PIJAMA LISTRADO - Caroline K

CAPÍTULO 3 - O CASO PERDIDO
Durante o livro é comum Bruno referir-se a Gretel, sua irmã, como Caso Perdido. Costumava dizer que ela era uma encrenca, e pensava consigo mesmo que teria sido uma idéia melhor se ela tivesse ficado em Berlim cuidando da casa. Ele tinha de admitir que a irmã, com 3 anos a mais do que ele, conhecia muito melhor os fatos históricos, a realidade em que viviam, e a sociedade da época, mesmo que ainda fosse pouco. Bruno tinha muita raiva das amigas de Gretel que costumavam caçoar dele, pelo fato de ser bem mais baixo comparado aos meninos da sua idade. Certo dia, ele estava no quarto da irmã e ficou indignado pelo fato de ela ter levado todas as suas bonecas até a casa nova, pois eram muitas, muitas mesmo. Eles conversavam sobre não estarem conformados por estarem ali, naquele lugar isolado, sem ninguém e nenhuma caso a vista. Então ele deixou escapar que tinha visto crianças com as quais não gostaria muito de brincar (se referindo as pessoas de pijamas listrados que enxergava da janela de seu quarto). Gretel ficou muito curiosa e queria saber de quais crianças bruno se referia.

CAPITULO 4 – O QUE ELES VIRAM ATRAVÉS DA JANELA
Este capítulo conta detalhadamente sobre a surpresa de Gretel ao ver muitas pessoas, muitas cabanas e pequenos prédios num terreno muito grande. Ela ficou muito assustada e não conseguia tirar conclusões sobre o que via. Lembrou-se das aulas de geografia, quando a professora dizia que haviam as cidades, com os centros e praças movimentados e o interior, de onde vinham os alimentos e animais. Com essas informações tentou explicar a Bruno que ali onde eles estavam só podia ser o interior. Mesmo com toda a inocência que tinha, aquela historia não desceu e Bruno começou a indagar: “Mas e os animais, onde estão”, “Se fosse um lugar de onde viessem os alimentos provavelmente os solos seriam muitos mais bonitos, coloridos e veríamos coisas plantadas”. O que deixou Gretel sem resposta, e a fez admitir que aquilo realmente não devesse ser uma fazenda. Olhou novamente pela janela e viu soldados, gritando, e as pessoas de pijamas os seguindo. Resolver voltar para seu quarto, assustada e muito curiosa.

CAPÍTULO 5 – PROIBIDO ENTRAR EM TODOS OS MOMENTOS SEM EXCEÇÃO
Neste capítulo, Bruno vai até o escritório do pai, o qual é “Proibido Entrar em Todos Os Momentos Sem Exceção”, para buscar respostas para todas as perguntas formuladas na cabeça do menino e que os perturbavam nos últimos dias. Ele começou a questioná-lo sobre a nova casa, se realmente era necessário eles estarem ali, mostrou todo o seu desgosto e insatisfação. O pai dava respostas curtas e muito diretas, mas incompreensíveis Bruno, O pai pareceu estar muito mais paciente do que o normalmente. Por fim, quando o pai o mandou subir para o quarto, quando já estava quase perdendo a paciência com tantas perguntas, Bruno perguntou quem eram aquelas pessoas que moravam naquelas cabanas um pouco longe dali, as quais ele conseguia enxergar da sua janela e todos usavam as mesmas roupas. O pai fez questão de dizer com uma risada irônica, que na verdade aquelas pessoas não eram pessoas. Esta resposta não convenceu o menino, mas obedeceu ao pai e subiu para o quarto.

CAPÍTULO 6 - A CRIADA MUITO BEM PAGA
Bruno tem um grande afeto pela empregada Maria, que é criada da casa desde que ele tinha 3 anos. Ela é como alguém da família para ele, e quando os dois conversavam, ele não entendia que ela não tinha o direito de dar a sua opinião sobre a nova vida deles, ela apenas tinha que acompanhá-los aonde fossem, sem reclamar. Ele não pensava dessa maneira, mas seu pai sim, até mesmo Gretel, que durante uma conversa de Maria e Bruno no quarto dele ela entra se intrometendo e exigindo que Maria vá rapidamente preparar o seu banho, mas de forma mal educada, estúpida e autoritária. Bruno lembrava que nunca vira Maria com outra roupa a não ser aquela de empregada, que nunca a viu fazendo outras coisas a não ser cuidar daquela casa e começou a pensar que ela também tinha direito de fazer outras coisas, ter um momento de lazer assim como todas as pessoas da casa. Ele não entendia porque quando perguntava se ela estava gostando ou não de estar ali, ela dizia que a opinião dela não faria nenhuma diferença.

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