Na margem do rio Piedra sentei e chorei (Paulo Coelho)
Parte 1
Ambos passaram a infância e a adolescência juntos,moravam em um pequena cidade chamada Soria.Mas um dia, ele teve que partir e Pilar ficou .Ele disse para ela que precisava conhecer o mundo,que seus sonhos iam muito além daquela pequena cidade.Durante muito tempo , os dois se comunicavam apenas com cartas que muitas vezes demoravam a chegar. Pilar terminou os seus estudos e se mudou para Zaragoza, onde as cartas começaram a chegar com muita frequência. Nessas cartas ele falava muito em Deus ,e em uma delas, manifestou o desejo de entrar para um seminário.
Pilar escreveu de volta dizendo para que ele esperasse um pouco, que vivesse um pouco mais a sua liberdade antes de se comprometer com algo tão sério. Um dia Pilar soube que ele estava dando palestras e recebeu um cartão dele pedindo para que viesse assistir sua palestra em Madrid. Pilar viajou por quatro horas para encontrá-lo.
Chegando lá Pilar ficou admirada com o numero de pessoas que esperava para escutar ele. Até que ele apareceu , Pilar estava surpresa ao vê-lo , afinal onze anos se passaram e as pessoas mudam. Pilar pergunta a uma das mulheres que se encontrava o que ele iria falar.A mulher lhe disse que ele devolveria o que nos foi roubado:A religião.
Pilar não estava entendendo mais nada.
“É preciso correr riscos ,dizia ele. Só entendemos direito o sentido da vida quando deixamos que o inesperado aconteça.
Todos os dias Deus nos dá um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes.Todos os dias procuramos fingir que não percebemos esse momento, que hoje é igual a ontem e será igual ao amanhã. Mas quem presta atenção ao seu dia descobre o instante mágico. Ele pode estar escondido na hora em que enfiamos a chave na porta pela manhã , no instante do silêncio logo após o jantar, nas mil e uma coisas que nos parecem iguais. Mas esse momento existe – um momento em que toda a força das estrelas passa por nós, e nos permite fazer milagres.”[...]
[...] Pobre de quem teve medo de correr riscos. Pois este talvez no se decepcione nunca, nem tenha desilusões, nem sofra com aqueles que têm um sonho a seguir. Mas quando olhar para trás – porque sempre olhamos para trás – vai escutar seu coração dizendo:O que fizestes com os milagres que Deus semeou por teus dias? O que fizestes com os talentos que teu Mestre te confiou?Enterrastes fundo em uma cova, porque tinhas medo de perdê-los. Então, esta é a tua herança: a certeza de que desperdiçaste a tua vida.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
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