Título: O Primo Basílio
Parte (postagem) IV
Jorge retorna de Alentejo, o engenheiro não consegue reconhecer a mulher, ela estava abatida, sem apetite, aterrorizada, doente, e ele não compreendia o que se passava com sua esposa.
Luísa, vendo que não havia outra saída para se livrar dessa situação, encheu-se de coragem e em uma atitude desesperada contou tudo ao bom Sebastião e o pediu ajuda. Sebastião, com o auxílio de um policial amigo, conseguiu arrancar as cartas das mãos de Juliana, que sofreu um ataque cardíaco e acabou por falecer. Luísa, que tinha ido ao teatro com o marido, teve naquela noite, ao voltar, uma dupla alegria, ver as cartas em segurança e a criada morta.
Basílio tinha recebido na França uma carta de Luísa a pedindo dinheiro, a qual ele não responde imediatamente, depois de um tempo, ele a responde, prometendo a quantia pedida, que naquela ocasião já não fazia mais falta para ele. Quem leu à carta foi Jorge, e acabou desconfiando das relações entre Basílio e sua esposa. Muito naturalmente, foi pedir explicações à mulher, ela já sem saber o que respondem, sem nenhuma explicação para dar a seu marido, começou a adoecer, um tempo depois Luísa tem uma recaída, delirando e entrando em estado irrecuperável, não conseguindo escapar da morte.
O engenheiro, feito o enterro, abandonou a casa onde passou tanto tempo com sua falecida esposa. Um tempo após a morte de Luísa, Basílio volta a Lisboa e foi procurar sua prima em sua casa, chegando lá viu todas as janelas fechadas, e ficou sabendo da morte de Luísa. Basílio conta a um amigo, o Visconde Reinaldo, sobre a morte de sua prima. O livro termina com o amigo de Basílio dizendo, que era pro Primo Basílio não ter pena de Luísa, que ela afinal de contas, como mulher, ela não valia o ar que respirava. Depois disso Basílio fica em silêncio, mostrando que concordava com a afirmação do amigo.
domingo, 11 de julho de 2010
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