sábado, 10 de julho de 2010

A Menina que roubava Livros - Andrés TA08

Após a chegada de Max Vanderburg à casa dos Hubermann, a familia teve a sua rotina totalmente alterada. Viviam diretamente com o medo de serem descobertos; faziam de tudo para parecer que estavam vivendo da mesma maneira que nos ultimos anos. E faziam um belo serviço. Hans tocava o acordeão (herdado do pai de Max) nos bares da cidade para ajudar com a renda da familia. Rosa continuava o serviço de lavagem de roupa, agora com apenas dois clientes. Liesel continuava indo à casa do prefeito para passar o tempo lendo os inúmeros livros que lá se encontravam. A sua relação com Max fora melhorando com o passar o tempo; após alguns meses, eles já trocavam informações a respeito de livros e Max tinha criado uma espécie de caderno, narrando a sua vida, para Liesel,que foi dado como presente de aniversário.
Porém, a guerra continuava e bombardeios estavam se tornando cada vez mais frequentes nas cidades alemãs. O Partido Nazista começara a passar de casa em casa, procurando por porões que pudessem servir como abrigos anti-aéreos. E era justo em um desses porões que Max Vanderburg se escondia. Enquanto eles passavam em algumas casas, Liesel estava jogando futebol e precisava descobrir um jeito de falar isso para o seu pai, para poder proteger o Max, sem levantar nenhuma suspeita. O plano estava feito: ela se acidentou propositalmente e foi levada para casa por um de seus amigos. Porém, quando ela conseguiu falar com Hans, já era tarde; o Partido já estava à porta. Decidiram que o destino deles ficaria na sorte. O unico que fizeram foi avisar pela porta do porão que os nazistas chegaram. O momento foi cruel! O soldado entrou, desceu a escada, analisou o porão e saiu, apenas comentando que o porão deles não serviria às suas necessidades. A familia ficara perplexa!. Quando desceram, encontraram Max escondido atrás de uma cortina de tecido sujo de pintura (pois Hans já fora pintor) segurando na mão uma tesoura e todo suado. "Não ia fazer isso", foi o seu unico comentário.

Nenhum comentário:

Postar um comentário