domingo, 4 de julho de 2010

Iracema - Camila Casagrande TA08

[terminei de ler o livro e vou continuar sem fazer uma divisão dos capítulos, se não ficará muito longo o resumo]
Na cabana de Irapuã, o mesmo discutiu com Caubi. Logo ouviram o trovão de Irapuã e ficaram assustados.
Na outra tribo, Iracema e Martim, ouviam a voz de Poti, o qual dizia que iria buscar Martim, e isso só aconteceria na mudança da lua, pois os tabajaras estariam em festa.
O amor de Iracema e Martim era bonito, porém perigoso, a Virgem guardava o segredo de Tupã, e não poderia pertencer a nenhum homem. Porém, a noite, os dois dormiram, e se abraçaram, Martim pensou ser um sonho, mas a índia sabia que era pura verdade e que agora Tupã havia perdido sua virgem.
Quando então ocorreu a mudança da lua, Iracema levou Martim ao encontro de Poti, e foi neste momento que Iracema revela a ele que não pode partir, pois agora já havia se entregado a ele, naquele sonho que foi verdade. Martim ficou muito feliz e mudando os planos passaram a noite juntos. Tudo estava correndo bem para eles, pois estavam juntos e felizes, porém na manhã seguinte ocorreu o inevitável,os tabajaras já estavam procurando Martim, mas Poti e Iracema não o abandonariam.
Então os tabajaras e os pitiguaras travaram o combate, liderados por Jacaúna e Irapuã. Caubi, estava com tanta raiva de Martim, que também queria atacá-lo, mas Iracema pediu a Martim que não o matasse. Então, Martim deixou Poti lutar no lugar dele.
Quando Martim se viu desarmado, por ter deixado sua espada cair no chão, Irapuã o atacou e Iracema impediu-o. foi neste momento que perceberam que Jacaúna e Poti haviam vencido a luta. Poti ficou feliz, por ter salvo Martim, mas Iracema se via triste, pois muitos de seus irmãos agora estavam mortos e agora estava coma tribo de seus inimigos e por este motivo, Martim resolveu achar outro lugar para morarem, e partiram, com a companhia de Poti.
Agora a vida do casal era tranquila, sem preocupações, Iracema já não se via mais tão triste por sair de seu povo, e mesmo grávida, cuidava da casa e aguardava seu marido com ansiedade cada vez que saía para caçar. Estavam agora inseridos na tribo dos pitiguaras e Martim fora nomeado Coatiabo.
Passava-se o tempo e Coatiabo, fica depressivo, estava com saudade do mar e das embarcações, e já não dava mais bola para Iracema. Assim, ao receberem um pedido de guerra, Coatiabo resolveu acompanhar Poti, e sem se despedir de Iracema partiram.
No dia seguinte quando Iracema foi banhar-se no rio, ela viu o sinal que eles haviam deixado, com uma flecha fincada no chão com flores de maracujá, entendendo tudo, a moça pôs-se a chorar. E começou a viver muito infeliz, visto que sentia muita falta de seu marido.
Martim e Poti, então voltaram da batalha, haviam vencido. E Iracema ficou muito feliz, os dois voltaram a se amar, porém novamente com o passar do tempo Martim voltou a pensar no mar e em como era sua vida, mas não queria abandonar Iracema, ou fazer com que ela se afastasse de seu povo e seus costumes.
Iracema também passou a se ver triste, pela tristeza se seu amado e afirmou que o deixaria assim que seu filho nascesse.
Outro combate ocorreu, guerreiros brancos que haviam se aliado à tribo dos tupinambás queriam lutar contra os pitiguaras.e novamente, Martim e Poti venceram. Neste período, Iracema teve seu filho, o qual chamou de Moacir. Caubi, seu irmão, fora visita-la e ficou surpreendido com a tristeza da irmã, convidou-a para voltar a morar com ele e seu pai, mas a moça não foi.
Caubi diz a ela: "Araquém teve muitos filhos em sua mocidade, ; uns levou e morreram como valentes; outros escolheram uma esposa e geraram por sua vez numerosa prole; filhos de sua velhice, Araquém só teve dois. Iracema é a rola que o caçador tirou do ninho. Só resta o guerreiro Caubi ao velho Pajé, para suster seu corpo vergado, e guiar seu passo trêmulo" . Dizendo isso, Caubi partiu e Iracema ficou na porta o vendo ir embora.
Iracema chorava dia e noite, por causa de tanta tristeza, perdeu o leite para amamentar seu filho. Só conseguiu amamentar depois que cachorros da mata sugaram seu leite até que ele aparecesse, sentiu uma dor terrível, tinha agora os seis vermelhos, mas conseguira amamentar seu filho. Mas, sua tristeza era tanta que nem ela conseguia comer.
Iracema, certo dia, estava sentada com o filho no colo ao sol. Avistou o fiel animal mensageiro o esposo e ficou muito esperançosa. Tentou eguer-se para ir ao encontro de Martim, mas estava tão fraca que não conseguiu e desmaiou. O cão ficou ao lado da criança.
Martim, quando estava voltando do combate pensava em sua esposa e como ela estaria. chegando a terra, viu seu cachorro, Japi, que estava feliz, mas a jandaia que sempre acompanhava Iracema estava triste.
Chegando em casa e avistando sua amada que estava em sua pior situação com filho no colo e não tinha mais forças. a Moça, só conseguiu erguer seu filho e desmaiou mais uma vez. Martim então, percebeu o que a dor que ele havia causado a ela, havia a consumido. Iracema não acordou mais. Falecera.
Seu corpo foi enterrado embaixo do coqueiro. Poti ajudou Martim a superar esta dor. A jandaia, sobre a palmeira, repetia o nome de Iracema. "E desta forma veio a se chamar Ceará o rio onde crescia o coqueiro e os campos onde serpeja o rio".
Martim partiu para sua terra natal. Levando o filho e o cão fiel juntamente com ele. Tempo depois retornou para o Ceará , onde reencontrou seu amigo Poti seu grande amigo. Martim, sentia uma grande saudade pois naquele lugar fora muito feliz.

"Muitas vezes ia sentar-se naquelas doces areias, para cismar e acalentar no peito a agra saudade. A jandaia cantava ainda no olho do coqueiro; mas não repetia já o mavioso nome de Iracema. TUDO PASSA SOBRE A TERRA."

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