Depois da perda do bebê tudo mudou, Mariam fazia suas tarefas de casa sem nenhuma vontade, Rashid não fala mais, só a ignorava, só falava com Mariam para reclamar, reclamava o dia inteiro, e de tudo que Mariam vazia.
O tempo passava, 7 anos depois e era sempre a mesma monotonia, as vezes pela madrugada, Rashid ia ao quarto de Mariam fazer sexo, mas ela não conseguia mais engravidar.
Um dia Mariam estava desolada, pediu a Rashid que fossem enterrar o filho que haviam perdido. Mariam não agüentava mais aquela dor, queria esquecer de uma vez por todas, ficava muito triste quando via o berço inacabado que Rashid estava fazendo, quando via o cachecol que havia feito com tanto carinho. Rashid disse que não iria enterrar nada, que aquilo era besteira, então Mariam enterrou essa tristeza sozinha.
Na volta do trabalho Rashid estava passando por uma casa de um vizinho, e viu la dentro, uma parteira retirando fazendo seu trabalho, ele parou e ficou observando, imaginando Mariam no lugar daquela mulher, o Mula disse que os olhos da criança pareciam diamantes, todos ali estavam felizes, menos Rashid que estava furioso.
Quando chegou em casa Mariam já havia feito a comida, ela o serviu, ele comeu o arroz, derepente cuspiu tudo no chão, levantou da mesa, pegou Mariam pelos cabelos e jogou-a no chão. Rashid mandou mariam comer o arroz que estava no chão, onde havia pedras, ela tentou resistir, mas ele batia cada vez mais nela, ele mastigava o arroz e as pedras, e no fundo de sua boca alguma coisa estalou. Então Rashid foi embora, deixando Mariam cuspindo pedras, sangue e pedaços de dois molares quebrados.
Assim termina a primeira parte do livro
(o livro é bastante interessante, pois além da ótima história, mostra muito da cultura afegã. estou gostando de ler, é parecido com "caçador de pipas" do mesmo autor)
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